quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Etiquetas e saudações

ETIQUETAS E SAUDAÇÕES
Tradicionalmente, antes e depois dos treinamentos, os estudantes devem fazer reverências, demonstrando respeito e tradição; agradecendo pela oportunidade de desenvolver sua técnica.
Estas reverências podem ser realizadas na posição sentada; mais formal:
ou na posição de pé:
Estas reverências devem ser sinceras, demonstrando respeito e consideração. O DOJO ( sala de treinamento ) é um local de concentração, onde devem ser adotados comportamentos adequados. A higiene pessoal é também importante; as unhas devem estar cortadas rente, evitando ferimentos. O judogui deve ser lavado com regularidade e estar sempre em bom estado. Os praticantes devem também se alimentar, beber e dormir com moderação.

Amarra a faixa do judô

Como dobrar o judogui

Judogui

JUDOGUI
É o uniforme utilizado na prática do JUDO. E deve ser mantido limpo e em bom estado. Não é o kimono, kimono quer dizer roupa. Já judogui é a roupa para a pratica do judô, de cor tradicional branca, atualmente a cor azul tem sido aceita e até essencial para destinguir os participantes de uma competição (o que antes era feito com uma segunda faixa a cada participante uma de cor vermelha e outra de cor branca). O judogui é composto por:
(WAGUI) BLUSA
(ERI) LAPELA
(SODE) MANGA
(OBI) FAIXA
(CHITABAKI) CALÇA
O casaco deverá ter comprimento suficiente para cobrir os quadris e deverá ser amarrado á cintura pela faixa.
As mangas deverão ser folgadas e suficientemente compridas para cobrirem mais das metades dos antebraços e deverão ter aberturas de 3 a 5 centímetros entre os punhos (bocas das mangas) e as partes mais largas dos antebraços.
As calças deverão ser folgadas e suficientemente compridas para cobrirem mais das metades das barrigas da perna e deverão ter de 5 a 8 centímetros entre as partes inferiores.
A primeira coisa que deve-se aprender é como vesti-lo e amarrar a faixa em volta da cintura.
A faixa deverá ser amarrada com um nó duplo (veja esquema na página "Como amarrar a Faixa") e suficientemente apertado para impedir que o casaco venha soltar-se e deverá ter um comprimento tal que, dando duas voltas em torno da cintura, deixe duas pontas livres de 20 a 30 centímetros a partir do nó.

Fundamentos básicos do judô

Shinsei (Postura)
Existem dois tipos de postura no judô Shisentai, que é a postura natural do corpo e Jigotai, que é a postura defensiva.
Shintai (Movimentação)
Aiumy-ashi, andando normalmente. Suri-ashi, andando arrastando os pés. Tsugi-ashi (apenas em katas), que anda-se colocando um pé a frente e arrastando o outro, sem ultrapassar o primeiro.
Tai-sabaki (Giros do corpo)
Pode ser: Mai-sabaki
(para frente), Ushiro-sabaki(para trás) ou Yoko-sabaki(para os lados)
Kumi-Kata (Pegadas, formas de pegar)
Existem inúmeros tipos de pegadas, sendo apenas proibida a pegada por dentro da manga e por dentro da barra da calça. A pegada pode ser feita no eri (gola), sode(manga) e no chitabaki(calça) Pode ser de direita (migui) ou de esquerda (hidari). Variando entre canhotos e destros, embora para algumas projeções se use a pegada de lado contrário ao qual se vai atacar.
Ukemi (amortecimento de quedas)
São 10 no total, sendo 3 para trás, 2 para frente, 3 para os lados e 2 rolamentos.

Judô - provoca benefícios ao cérebro

Que qualquer atividade física é benéfica para o corpo humano todos sabem. E que o judô desenvolve diversas características positivas para o praticante, desde o judô infantil até o judô adulto, também parece ser senso comum, apesar de que, muitas vezes, os adultos (e por incrível que pareça, este receio existe apenas nos adultos) acreditam que as quedas machucam muito mais do que a saúde que o judô proporciona. Isso é um mito, que deve ser esquecido (leia aqui sobre como o Judô diminui o risco de fraturas em idosos).
O interessante é que o Judô vai além dos benefícios básicos, como melhor circulação sanguínea, alongamento, resistência física, reflexos mais rápidos entre outras coisas. Uma pesquisa de 2007 comprovou que o Judô aumenta a massa cinzenta do praticante, proporcionando diversos benefícios pro corpo em geral, principalmente relacionados à memória, localização espacial e inteligência lógico-matemática.
A pesquisa realiazada pelo prof. Wantuir Jacini monitorou indivíduos sedentários, judocas e corredores de longa distância. Segundo o prof. Wantuir, “só notamos alterações positivas na massa cinzenta dos que praticavam exercícios [...] e o mais impressionante foi que as mudanças no grupo dos lutadores de judô não foram as mesmas observadas na turma dos que correm”.
As áreas cerebrais com maior desenvolvimento nos judocas foram principalmente as áreas motoras e as áreas associativas, que envolvem concentração e memória. Ou seja, como a atividade ideal para crianças, o Judô proporciona uma formação neurofisiológica que permite com que a criança cresca com maior capacidade de concentração, memorização e um maior autoconhecimento físico-corporal. E sem dúvida, para adultos, as vantagens não desaparecem, proporcionando o mesmo desenvolvimento e benefícios no trabalho, nos estudos e proporcionando uma mente mais sadia em uma sociedade cheia de stress.
A conclusão não pode ser outra: Pais inteligentes, família inteira judoca.

Judô é muito bom

A criança ainda em período de desenvolvimento ósseo, com todos os seus órgãos extremamente vulneráveis, não pode e não deve ser submetido a um treinamento que exija grande esforço físico.
A prática de qualquer modalidade esportiva deve ter como finalidade conservar a saúde, melhorar a disciplina e formar o hábito de recrear-se com coisas sadias, fugindo da delinquência e maus costumes.
A prática do trabalho físico deve, nesse período conseguir da criança, melhor postura corporal e desenvolver-lhe reflexos que venham equilibrar seus impulsos naturais.
Visto sob o aspecto educativo, o Judô deve restringir-se a uma atividade bem orientada, recreativa-educacional, pois a resistência da estrutura óssea e dos músculos que quase nenhuma força possuem, é fraca e o desenvolvimento mental é lento e não muito regular.
Inúmeros são os fatores que conduzem a criança à prática do judô. Muitas vezes atraídas pelos amigos; outras, por recomendação médica, com o objetivo de corrigir problemas clínicos ou neurológicos; e também incentivadas pelos pais, com o intuito de contribuir na formação da personalidade e na continuidade do processo educacional. Enfim, de qualquer forma, há a certeza de todos de que o judô é uma das atividades de maior reconhecimento no campo pedagógico para a formação do ser.
*** Para as crianças a prática do judô contribui para:
Controle muscular;
Aperfeiçoamento do reflexo;
Desenvolvimento do racioncínio;
Equilíbrio mental;
Reforço do caráter e da moral;
Fortalecimento da auto-confiança;
Respeito aos companheiros.
Aos jovens, o judô propicia:
Cuidar beneficamente do físico e do caráter;
A transformação da disciplina;
O equilíbrio mental;
Tratar o semelhante com respeito e humildade;
Torná-lo útil à sociedade.
As crianças e os jovens necessitam experiências para dominar situações novas, evitando inibições, entravés no desenvolvimento e alterações degenerativas nos neurônios cerebrais.
Um aprendizado para toda a vida, fundamentado na Psicologia do Desenvolvimento. As aulas de judô infantil tem por objetivo melhorar a concentração das crianças, proporcionar auto-estima, disciplina e saúde com total segurança. Muito mais do que apenas golpes e posições marciais, nesta modalidade buscamos fortalecer a relação de amizade entre pais e filhos, formar o caráter e possibilitar que a criança atinja a adolescência com seus princípios morais já formados.
Um ambiente que estimula a tomada de decisões, o espírito em grupo e o companheirismo desde cedo. A criança de hoje, é o formador de opinião de amanhã, por isso a nossa preocupação com sua formação global.
"Se alguém empurrar você, puxe-o; se lhe puxarem, empurre-o. Nunca devemos opor resistência a uma força, sempre acompanhá-la."
"Aprender a cair sem se machucar é o bê-a-bá desta luta." Jigoro Kano

Benefícios do judô

Criado há pouco mais de cem anos no Japão, o judô é uma arte marcial suave que usa o corpo como uma alavanca para envolver e imobilizar o adversário, utilizando a força do outro em benefício próprio.
Uma das leis desta luta é fazer o mínimo esforço para a máxima eficiência.
Nesta arte japonesa não é permitido empurrar, chutar nem dar socos. O judoca derruba o adversário segurando-o pelo quimono. Um dos grandes benefícios do judô, em que o praticamente cai bastante, é aprender a ir ao chão sem se machucar. Aliás, o judô ensina primeiro a cair e depois a derrubar o adversário.
Não existe uma idade limite para se iniciar no judô, mas quanto antes, melhor, pois o aprendizado é para toda a vida. O caminho a percorrer é longo.
A faixa branca é a do principiante, passando depois para cinza, azul, amarela, laranja, verde, roxa, marrom e preta. Depois da preta, tem ainda o dan (grau) da coral e da vermelha. O atleta atinge a faixa preta quando está no máximo de seu vigor físico, na juventude e depois passa a aprimorar a força mental e espiritual na maturidade.
O praticante de judô melhora o condicionamento físico e ganha força, pois os golpes trabalham todos os músculos, especialmente das pernas, braços e abdômen. Dá agilidade de raciocínio e ação, melhora a elasticidade e a resistência.
Além disso, destaca-se por ajudar a pessoa a ter mais disciplina, espírito de companheirismo, lealdade e concentração. Prova disso é que, no Japão, o judô é uma das disciplinas obrigatórias na academia militar (marinha, aeronáutica e exército), por colaborar no desenvolvimento destes valores.
Para alcançar todos os benefícios, é recomendável a prática pelo menos três vezes por semana, em aulas de uma hora e meia, que chegam a queimar cerca de 800 calorias. Porém, antes de se inscrever em uma academia para treinar, procure conhecer o histórico do professor e se ele está filiado à Confederação Brasileira de Judô ou a uma federação estadual.
Benefícios na prática do judô
- Desenvolve o corpo;
- Desenvolve a agilidade, equilíbrio, velocidade, coordenação e a flexibilidade;
- Desenvolve a disciplina;
- Desenvolve a capacidade de analisar a realidade que o cerca;
- Desenvolve os valores como honestidade, humildade, solidariedade e respeito; - Fortalece a parte espiritual.
Riscos
Se praticado regularmente e na presença de um professor devidamente qualificado, o judô oferece poucos riscos. Porém podem ocorrer lesões como: luxações, entorses ou estiramento muscular.
Quem pode praticar:
Para quem quiser ser um judoca profissional, o ideal é começar cedo. Já para quem quer melhorar o condicionamento físico, o judô pode começar a ser praticado em qualquer idade e de preferência após uma avaliação médica.
Onde praticar judô?
O judô deve ser praticado num local especialmente projetado, conhecido como dojô. Neste local deve haver um piso especial chamado tatame, que tem a propriedade de absorverem impactos e, assim, diminuir potenciais lesões que poderiam ocorrer durante a prática. Tal como um mosteiro, o dojô é um lugar sagrado onde as pessoas vão aperfeiçoar o corpo e a mente.
Periodicidade da prática
Os praticantes, algumas vezes, se enganam em seus treinamentos, tanto praticando demais como de menos. A prática insuficiente é o problema mais comum. O real valor do Judô só aparece como resultado da prática regular. Para obter o máximo benefício físico, mental e espiritual do judô, deve-se praticar todos os dias sem falhar. Quando for impossível treinar no dojô, deve-se, pelo menos, executar o Seyrioku Zen’yo Taiiku – no Kata.
Vestimenta do judô
O conjunto de jaqueta, calça e faixa usadas na prática do judô é chamado de judogui. A jaqueta e a calça são brancas ou azuis e a faixa varia de cor conforme a graduação do usuário. Iniciantes, sem qualquer graduação, usam faixa branca.
Quando atingirem a graduação de kiyu, usam faixas coloridas.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Seleção Brasileira de judô está definida para 2014

A Seleção Brasileira de judô está definida para 2014. Neste sábado, no ginásio do Flamengo, no Rio, atletas os dois naipes competiram para efinir quem ficaria com 21 vagas disponíveis: 13 femininas e oito masculinas.
No feminino, destaque para Jéssica Pereira, vice-campeã no Mundial Júnior este ano, que conseguiu ingressar na equipe nacional na categoria meio-leve (até 52kg) na vaga de Eleudis Valentim. Raquel Silva, irmã de Rafaela, seguirá na categoria, que já tem a vice-campeã mundial Érika Miranda.
Na categoria da campeã mundial Rafaela Silva (até 57kg), Flávia Gomes se manteve na equipe ao obter a vaga restante no time, que também terá a medalhista olímpica Ketleyn Quadros. Vale lembrar que Flávia vai estar em seu último ano nas categorias de base e há duas semanas garantiu uma vaga para o Circuito Mundial Júnior.
- É muito gratificante ter conseguido vencer a Seletiva, eu queria muito manter minha posição. O fato de competir fora do país pelo júnior também me ajuda a ter mais experiência e, com certeza, pode ser um diferencial na minha evolução. A rotina de viagens vai ser pesada mas eu amo judô e competir faz parte, faz diminuir qualquer cansaço - disse Flávia Gomes, campeã mundial juvenil (sub-17) em 2009, em Budapeste (HUN).
Em cada categoria, a Seleção Brasileira de judô conta com três atletas representantes. A exceção são as categorias masculinas meio-pesado (até 100kg) e pesado (mais de 100kg), que vão contar com quatro atletas cada.
Vale lembrar que em 2014, os pontos conquistados pelos judocas no ranking mundial ainda estarão valendo em 2016, quando serão definidos os atletas que participarão da Olimpíada do Rio de Janeiro.
Confira como ficou a Seleção Brasileira de judô para 2014
60kg Felipe Kitadai (RS) Diego Santos (RS) Allan Kuwabara (SP)*
66kg Charles Chibana (SP) Luiz Revite (SP) Vinicius Leal (MG)*
73kg Bruno Mendonça (SP) Alex Pombo (MG) Marcelo Contini (SP)*
81kg Victor Penalber (RJ) Leandro Guilheiro (SP) Gustavo Assis (MG)*
90kg Tiago Camilo (SP) Eduardo Santos (RS)* Eduardo Bettoni Silva (MG)*
100kg Renan Nunes (RS) Luciano Correa (MG) Rafael Buzacarini (SP) Hugo Pessanha (MG)*
+100kg Rafael Silva (SP) David Moura (MT) Walter Santos (SP) Gabriel Souza (MG)*
48kg Sarah Menezes (PI) Gabriela Chibana (SP)* Nathália Brigida (MG)*
52kg Érika Miranda (MG) Raquel Silva (RJ)* Jéssica Pereira (RJ)*
57kg Rafaela Silva (RJ) Ketleyn Quadros (MG) Flávia Gomes (SP)*
63kg Mariana Barros (SP) Mariana Silva (MG)* Katherine Campos (RJ)*
70kg Maria Portela (RS) Bárbara Timo (RJ)* Nádia Merli (SP)*
78kg Mayra Aguiar (RS) Samanta Soares (SP)* Renata Januário (RJ)*
+78kg Maria Suelen Altheman (SP) Rochele Nunes (RS)* Claudirene Cezar (SP)*
*Atletas que competiram para obter a vaga

domingo, 15 de dezembro de 2013

Cores das faixas

Introdução
O judô foi criado por Jigoro Kano em 1882, seu principal objetivo é o fortalecimento do físico, da mente e o espírito, de forma a integrar de forma harmônica. Kano reuniu a essência do jujutsu, arte marcial praticada pelos “bushi” ou cavaleiros pelo período Kamura.
A vestimenta utilizada é o Kimono, que no judô recebe o nome de judogui, que forma o equipamento necessária a prática. A cor do judogui pode ser branca ou azul, porém o azul foi aceito para diferenciar os competidores em campeonatos oficiais, auxiliando também a arbitragem.
A técnica utiliza basicamente a força e peso do oponente, segundo palavras do Mestre Jigoro Kano: “arte em que se usa o máximo a força física e espiritual”.
3.Cores das Faixas
A faixa simboliza o ciclo de aprendizagem de um praticante nas diferentes etapas de sua carreira e cada cor tem sua própria energia, vibração e atuação. Percebe-se que cada estilo possui a sua própria seqüência de cores de faixas que nem sempre coincidem umas com as outras.
Mesmo assim, algumas evidências científicas sugerem que a luz das diversas cores, que entram pelos olhos, podem afetar diretamente o centro das emoções, possuindo assim, queiramos ou não, um significado. O que se observa mais facilmente é que a cor da faixa vai escurecendo com os anos de dedicação e de prática, até chegar à faixa preta, a qual representa a maioridade técnica do praticante.
É claro que a finalidade prática e primordial da faixa é ajustar o judogui para evitar a sua folga excessiva e permitir uma melhor movimentação, mas não se cre que as suas cores tenham sido escolhidas aleatoriamente ou de forma tão inconsciente. Apesar do significado das cores serem diferentes em outras culturas, independente ou não de terem sido conscientemente escolhidas, elas podem analogicamente ser usadas para transmitir uma determinada mensagem. Sendo assim e, seguindo a seqüência das cores das faixas no estilo de Jigoro Kano, eis o entendimento das cores:
A FAIXA BRANCA – Mu Kyu – 8 KYU
Essa é a cor do desprendimento e da pureza.
O branco reflete todas as cores. A própria cor dessa faixa indica que o seu portador ainda possui a ingenuidade e deve procurar manter a mente limpa. Entretanto, ele tem em potencial, todas as cores das demais faixas posteriores cabendo a ele através da fricção do treino árduo segir com a evolução técnica e avançar na evolução das cores. A busca nesse grau é pela purificação e transformação, diante do infinito conhecimento que tem diante de si. Essa faixa nos diz que o iniciante deve buscar a humildade e a imaginação criativa, através da limpeza e da claridade dos pensamentos. É a cor síntese do arco-íris e a mais associada ao sagrado, pois simboliza paz, pureza, perfeição e especialmente o absoluto.
Ela nos diz que devemos buscar a pureza, sinceridade e a verdade; repelindo os pensamentos negativos, procurando elevá-los, para que encontremos o equilíbrio interior,segurança e desenvolvamos o instinto e a memória.
O branco simboliza uma espécie de coringa, para todos os propósitos, é o substituto para qualquer cor, assim como uma tela em branco esperando para ser pintada. A FAIXA CINZA – Shiti-Kyu – 7º KYU
A faixa cinza simboliza uma pequena evolução técnica em comparação a faixa branca, essa graduação é dada apenas para praticantes até cerca de 15 anos, para a classe senior essa graduação já não se faz presente. Já pela mudança da cor branca para a cinza, identificamos que a pureza do praticante começa a ser alterada, porém ainda muito superficial. As características básicas se mantém inalteradas, pois o tempo de prática ainda é muito pequeno se comparado a todo o processo de aprendizado que o judoca terá que passar.
A FAIXA AZUL – Ro-Kyu – 6º KYU
Significa o Céu, através do qual a planta cresce até tornar-se uma árvore frondosa, enquanto o treinamento do judô progride. O azul se faz intermediário entre o branco e o amarelo. A amadurecimento e a expectativa da evolução se faz presente, visto que o judoca continua dando andamento ao seu aprendizado. A continuidade dos treinamento fará com que a evolução técnica seja natural, assim como a cor azul se faz no dia a dia da natureza.
A FAIXA AMARELA – Rokku Kyu – 5º KYU
Assim como um sol que desponta todos os dias, ela significa que é um iniciante ou um recém nascido, que com o tempo irá crescendo e fortalecendo-se, até chegar à maturidade que corresponde à faixa preta. Assim como o sol nascente o conhecimento começa a aflorar para o iniciante. Agora ele pode vislumbrar um pouco da iluminação da descoberta e da realidade do que é o Judô. Entretanto, assim como o amarelo é uma cor primária, isto é, não pode ser formado pela mistura de outras cores, ele também deve manter-se puro dentro da escola de judô que escolheu ainda evitando misturar outras coisas aos conhecimentos já adquiridos. Assim como essa cor, essa graduação lhe traz a alegria, a vida, o calor, a força, a glória, o poder mental e representa o descobrimento. Ela lhe desperta novas esperanças no caminho, dando-lhe vivacidade, alegria, desprendimento e leveza. Agora ele deve procurar desinibir-se para desenvolver seu brilho, mas também diminuir a ansiedade e as preocupações, construindo sua confiança, energia e inteligência na solução dos problemas que surgirão.
A cor dessa graduação mostra que o praticante deve reter conhecimentos e desenvolver a luz da sabedoria e da criatividade, e assim como o sol, ela deve trazer a luz para as situações difíceis.
O Amarelo simboliza: criatividade, as idéias, o conhecimento, alegria, juventude e nobreza. Apesar do amarelo estar relacionado ao elemento terra, também é uma cor Yang e representa o descobrimento e a abertura para o conhecimento.
A FAIXA LARANJA – Yon Kyu - 4º Kyu
Esta é uma cor que é a mistura do vermelho com o amarelo, representado que o conhecimento do grau anterior deve estar contido nesta graduação e trazendo as qualidades dessas duas cores. Nos diz que devemos procurar o sucesso no treino diário, agilidade, adaptabilidade, estimulação, atração e plenitude. Essa cor também simboliza aquilo que o praticante deve buscar: o encorajamento, estimulação, robustez, atração, gentileza, cordialidade e tolerância. Esta é a cor da comunicação, do calor afetivo, do equilíbrio, da segurança e da confiança.
Quem chega nessa faixa deve acreditar que agora tudo é possível, pois essa cor estimula o otimismo, generosidade, entusiasmo e o encorajamento. A cor laranja mostra ao praticante que ele deve fortalecer as energias e a sua vontade de vencer.A cor laranja está situada entre o elemento fogo e o elemento terra, portanto, carrega um pouco das características dos dois elementos. Também é uma cor Yang.
A FAIXA VERDE – San Kyu - 3º Kyu
O verde é uma cor que representa Esperança e a Fé. É a cor mais harmoniosa e calmante de todas. Ela simboliza harmonia e o equilíbrio. Essa cor, que nos chega depois das cores quentes iniciais, nos dá a impressão de que chegamos a um oásis, depois de atravessar um árduo deserto, mas devemos saber que ainda há mais deserto a vencer. Ela também representa as energias da natureza, esperança, perseverança, segurança e satisfação; fertilidade. O portador deve procurar desenvolver a sua sensibilidade para se comunicar com a natureza interna e externa a si mesmo.
Significa também a harmonia em que devemos estar com ela, junto com o ar, a água e o fogo, elementos da vida que proporcionam bem-estar ao ser humano. Essa cor simboliza uma vida nova, a energia, a fertilidade, o crescimento e a saúde. Por outro lado, quando em mau aspecto, mostra um orgulho excessivo, superioridade e arrogância. O verde é ligado ao elemento madeira e a primavera. Representa o crescimento, desenvolvimento, natureza e saúde. Também significa a etapa da juventude, estando relacionado a este estado emocional, mostrando assim, que os conhecimentos ainda não se encontram bem claros ou maduros para os praticantes; ainda lhes falta amadurecer mais e delineá-los melhor.
A FAIXA ROXA OU VIOLETA – Ni Kyu - 2º Kyu
O roxo é uma mistura das cores azul e vermelho.Essa é a cor usada pelos sacerdotes católicos para refletir santidade e humildade. Ela gera sentimentos como respeito próprio, dignidade e auto-estima. Esta é uma cor metafísica. É também a cor da alquimia, das transformações e da magia. Ela é vista como a cor da energia cósmica e da inspiração espiritual. A cor violeta é excelente para purificação e cura dos níveis físico, emocional e mental. Simboliza: dignidade, devoção, piedade, sinceridade, espiritualidade, purificação e transformação. Quando em mau aspecto determina manias e fanatismo.
Representa o mistério, expressa sensação de individualidade, influenciando emoções e humores, mas também simboliza a dignidade, a inspiração e justiça. Gera tensão, poder, tristeza, piedade, sentimentalidade.
Tendo isso tudo em mente, a cor desta graduação nos indica que devemos encontrar novos caminhos e a elevar nossa intuição espiritual.
A FAIXA MARROM– Ichi Kyu - 1º Kyu
É a cor da solidificação. Representa a constância, a disciplina, a uniformidade adquirida e a observação das regras mantidas até aqui. Representa a conexão do praticante com o patrono do estilo que lhe foi passado, representado por seus mestres (Sensei).
Para criar essa cor, você precisa misturar o vermelho com o preto e, portanto, ela tem alguns dos seus atributos. Também representa a autocrítica e a dependência dos mestres para chegar até aqui. Significa que se está completando o processo de amadurecimento, tanto nos conhecimentos técnicos quanto no aspecto mental.
Essa faixa, pela sua cor, emana a impressão de algo maciço denso, compacto. Sugere segurança e isolamento. Representa também uma poluição que deve sempre ser limpa, através da prática fiel aos princípios do Budô.
Uma pessoa que gosta de vestir-se com marrom por certo é extremamente dedicada e comprometida com seu trabalho, sua família e seus amigos.
A cor marrom gera organização e constância, especialmente nas responsabilidades do cotidiano. As pessoas que gostam de usar essa cor são capazes de ir "à raiz das coisas" e lidar com questões complicadas de forma simples e direta. São pessoas "sensatas".
A FAIXA PRETA – Sho Dan – 1º Dan
É a junção de todas as cores. Enfim o corpo e a mente chegaram ao final de uma jornada e ao início de outra mais elevada. A faixa na cor preta, representa humildade, autocontrole, maturidade, serenidade, disciplina com responsabilidade, dignidade e conhecimento. É a cor do poder, induz a sensação de elegância e sobriedade. Observe-se que na maioria das sociedades ocidentais, o preto quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência, mostrando assim, o estado mental, para o mundo, de quem atingiu essa graduação.
Em geral, essa cor é usada por pessoas que rejeitam as regras convencionais ou são regidos por outras normas sociais, como é o caso dos padres ou dos guerreiros que seguem ao Budô.
Essa cor também nos dá uma noção de tradição e responsabilidade. É a ausência de vibração da “não cor” que dá a sensação de proteção ou afastamento.
A FAIXA CORAL – Rokudan, Shitchidan e Ratchidan - 6º a 8º DAN
A faixa coral é caracterizada pelas cores branca e vermelha.
A FAIXA VERMELHA - Kyodan e Judan (Jodan) – 9º e 10º DAN A cor vermelha sugere motivação, atividade e vontade. Ela atrai vida nova e pontos de partida inéditos. Essa é a cor do fogo, da paixão do entusiasmo e dos impulsos é a cor mais quente, ativa e estimulante. Ainda é uma cor primária que não pode ser formada pela mistura de outras cores, mostrando assim, que o praticante ainda deverá manter-se puro e fiel ao estilo de que elegeu.
Essa faixa, pela sua vibração, dá mais energia física, mostrando que agora, mais do que nunca é necessária força de vontade para não desistir da conquista dos seus ideais. Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos. Embora o vermelho represente agressividade, perigo, fogo, sangue, paixão, destruição, raiva, guerra, combate e conquista, também simboliza aquilo que deve ser contido pelo seu portador. Esta cor faz com que você se sinta mais vigoroso, expansivo e pronto para avançar adiante em algum sentido evidente. Ela tende a atrair o olhar das pessoas e chamar a atenção. Se você usar vermelho, isso pode indicar que tem ardor e paixão, ferocidade e força. As pessoas que gostam de ação e drama apreciam essa cor. É uma cor de uma energia muito forte e o praticante deve ter o cuidado e a persistência para não se deixar ser vencido por ela e desistir do caminho.Sendo a cor do sangue, o vermelho também está relacionado à vida e à força de uma energia vital máxima. Esta também é uma cor Yang.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Jigoro Kano

Um jovem que na adolescência se sentia inferiorizado sempre que precisava desprender muita energia física para resolver um problema, resolveu modificar o tradicional ju-jutsu, unificando os diferentes sistemas, transformando-o em um veículo de educação física .
Pessoa de alta cultura geral, ele era um esforçado cultor de jujutsu. Procurando encontrar explicações científicas aos golpes, baseados em leis de dinâmica, ação e reação, selecionou e classificou as melhores técnicas dos vários sistemas de jujútsu, juntamente com os imigrantes japoneses dando ênfase principalmente no ataque aos pontos vitais (ver: Kyusho-jitsu) e nas lutas de solo do estilo Tenshin-Shinyo-Ryu e nos golpes de projeção do estilo Kito-Ryu. Inseriu princípios básicos como os do equilíbrio, da gravidade e do sistema de alavancas nas execuções dos movimentos lógicos.
Estabeleceu normas a fim de tornar o aprendizado mais fácil e racional. Idealizou regras para um confronto esportivo, baseado no espírito do ippon-shobu (luta pelo ponto completo). Procurou demonstrar que o jujutsu aprimorado, além de sua utilização para defesa pessoal, poderia oferecer aos praticantes, extraordinárias oportunidades no sentido de serem superadas as próprias limitações do ser humano.
Jigoro Kano tentava dar maior expressão à lenda de origem do estilo Yoshin-Ryu (Escola do Coração de Salgueiro), que se baseava no princípio de "ceder para vencer", utilizando a não resistência para controlar, desequilibrar e vencer o adversário com o mínimo de esforço. Em um combate, o praticante tinha como o único objetivo a vitória. No entender de Kano, isso era totalmente errado. Uma atividade física deveria servir, em primeiro lugar, para a educação global dos praticantes. Os cultores profissionais do jujutsu não aceitavam tal concepção. Para eles, o verdadeiro espírito do jujutsu era o shin-ken-shobu (vencer ou morrer, lutar até a morte).
Por suas idéias, Jigoro Kano era desafiado e desacatado insistentemente pelos educadores da época, mas não mediu esforços para idealizar o novo jujutsu, diferente, mais completo, mais eficaz, muito mais objetivo e racional, denominado de judô. Chamando o seu novo sistema de judô, ele pretendeu elevar o termo "jutsu" (arte ou prática) para "do", ou seja, para caminho ou via, dando a entender que não se tratava apenas de mudança de nomes, mas que o seu novo sistema repousava sobre uma fundamentação filosófica.
Em fevereiro de 1882, no templo de Eishoji de Kita Inaritcho, bairro de Shimoya em Tóquio, Jigoro Kano inaugura sua primeira escola de Judô, denominada Kodokan3 (Instituto do Caminho da Fraternidade), já que "Ko" significa fraternidade, irmandade; "Do" significa caminho, via; e "Kan", instituto.

Judô

Judô (português brasileiro) ou judo (português europeu) , caminho suave, ou caminho da suavidade) é um esporte de combate praticado como arte marcial, fundado por Jigoro Kano em 1882. Os seus principais objetivos são fortalecer o físico, a mente e o espírito de forma integrada, além de desenvolver técnicas de defesa pessoal.
O judo teve uma grande aceitação em todo o mundo, pois Kano conseguiu reunir a essência dos principais estilos e escolas de jujutsu, arte marcial praticada pelos "bushi", ou cavaleiros durante o período Kamakura (1185-1333), a outras artes de luta praticadas no Oriente e fundi-las numa única e básica. O judô foi considerado desporto oficial no Japão nos finais do século XIX e a polícia nipônica introduziu-o nos seus treinos. O primeiro clube judoca na Europa foi o londrino Budokway (1918).
A vestimenta utilizada nessa modalidade é o keikogi (quimono), que no judô recebe o nome de judogui e que, com o cinturão, forma o equipamento necessário à sua prática. O judogui que é composto pelo casaco (Wagui), pela calça (Shitabaki) e também pela faixa (obi), o judogui pode ser branco ou azul, ainda que o azul seja quase apenas utilizado para facilitar as arbitragens em campeonatos oficiais.
Com milhares de praticantes e federações espalhados pelo mundo, o judô se tornou um dos esportes mais praticados, representando um nicho de mercado fiel e bem definido. Não restringindo seus adeptos a homens com vigor físico e estendendo seus ensinamentos para mulheres, crianças e idosos, o judô teve um aumento significativo no número de praticantes.
Sua técnica utiliza basicamente a força e equilíbrio do oponente contra ele. Palavras ditas por mestre Kano para definir a luta: "arte em que se usa ao máximo a força física e espiritual". A vitória, ainda segundo seu mestre fundador, representa um fortalecimento espiritual.